Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Boas batalhas

Por vezes somos obrigados a fazer um esforço sobrehumano para enfrentarmos as adversidades que se vão colocando no nosso caminho. É necessário um espírito aberto, força de vontade, auto-estima, preserverança...
Há momentos em que tudo parece estar do avesso e, é precisamente nessas alturas que temos de ganhar a coragem que vai faltando... Coragem para que a vida não se imponha sobre nós e nos subjugue... Coragem para não nos deixarmos levar pela maré... Coragem para que a luta que travamos seja justa...
Nem sabemos bem de onde vem essa força que nos invade a alma, mas de uma coisa temos a certeza: com força de vontade e paciência remaremos a bom porto!

Votos de boas batalhas !!! :)

Domingo, 2 de Novembro de 2008

Lutar

Viver significa lutar.

Séneca


É verdade que a vida nos apresenta desafios constantes. Mas também é verdade que só nós temos a capacidade de lhes fazer frente e de vencer esses obstáculos. Viver significa dar o melhor de nós, aos outros e a nós mesmos, porque dar é talvez das coisas mais importantes que podemos fazer na nossa vida. Dar amor, dar amizade, dar conforto, dar refúgio, dar paz, dar apoio... É tão bom lutar lado a lado com os nossos amigos, lado a lado com quem amamos. Só assim nos sentimos completos!!

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Love...

Love Hurts - Jon Bon Jovi

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A distância

A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.


Roger Bussy-Rabutin

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Palavras de Paulo Coelho

Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe da sua própria dor e renúncia.
Uma coisa é achar que você está no caminho certo. Outra é achar que seu caminho é o único.
Paulo Coelho


Era tão bom que todos pensassemos dessa forma. Seria tudo tão mais simples, não?!? Cada um aprende aquilo que a vida lhe ensina, mas não quer dizer que essas sejam as únicas lições que existem no mundo. É que o "nosso" mundo não é o único. Há tanta gente à nossa volta... Porque não simplesmente respeitar cada um e aceitar que todos somos diferentes?!?

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Muriel

Sei que é um poema longo... Mas vale a pena! Ruy Belo é um dos melhores poetas que já tivemos... E Muriel talvez o melhor dos poemas...


Às vezes se te lembras procurava-te
retinha-te esgotava-te e se te não perdia era só por haver-te já perdido ao encontrar-te
Nada no fundo tinha que dizer-te e para ver-te verdadeiramente e na tua visão me comprazer
indispensável era evitar ter-te
Era tudo tão simples quando te esperava tão disponível como então eu estava
Mas hoje há os papéis há as voltas dar há gente à minha volta há a gravata
Misturei muitas coisas com a tua imagem
Tu és a mesma mas nem imaginas
como mudou aquele que te esperava
Tu sabes como era se soubesses como é
Numa vida tão curta mudei tanto
que é com certo espanto que no espelho da manhã
distraído diviso a cara que me resta
depois de tudo quanto o tempo me levou
Eu tinha uma cidade tinha o nome de madrid
havia as ruas as pessoas o anonimato
os bares os cinemas os museus
um dia vi-te e desde então madrid
se porventura tem ainda para mim sentido
é ser solidão que te rodeia a ti
Mas o preço que pago por te teré ter-te apenas quanto poder ver-te
e ao ver-te saber que vou deixar de ver-te
Sou muito pobre tenho só por mim
no meio destas ruas e do pão e dos jornais
este sol de Janeiro e alguns amigos mais
Mesmo agora te vejo e mesmo ao ver-te não te vejo
pois sei que dentro em pouco deixarei de ver-te
Eu aprendi a ver a minha infância
vim a saber mais tarde a importância desse verbo para os gregos
e penso que se bach hoje nascesse
em vez de ter composto aquele prelúdio e fuga em ré maior
que esta mesma tarde num concerto ouvi
teria concebido aqueles sweet hunters
que esta noite vi no cinema rosales
Vejo-te agora vi-te ontem e anteontem
E penso que se nunca a bem dizer te vejo
se fosse além de ver-te sem remédio te perdia
Mas eu dizia que te via aqui e acolá
e quando te não via dependia
do momento marcado para ver-te
Eu chegava primeiro e tinha de esperar-te
e antes de chegares já lá estavas
naquele preciso sítio combinado
onde sempre chegavas sempre tarde
ainda que antes mesmo de chegares lá estivesses
se ausente mais presente pela expectativa
por isso mais te via do que ao ter-te à minha frente
Mas sabia e sei que um dia não virás
que até duvidarei se tu estiveste onde estiveste
ou até se exististe ou se eu mesmo existi
pois na dúvida tenho a única certeza
Terá mesmo existido o sítio onde estivemos?
Aquela hora certa aquele lugar?
À força de o pensar penso que não
Na melhor das hipóteses estou longe
qualquer de nós terá talvez morrido
No fundo quem nos visse àquela hora
à saída do metro de serrano
sensivelmente em frente daquele bar
poderia pensar que éramos reais
pontos materiais de referência
como as árvores ou os candeeiros
Talvez pensasse que naqueles encontros
em que talvez no fundo procurássemos
o encontro profundo com nós mesmos
haveria entre nós um verdadeiro encontro
como o que apenas temos nos encontros
que vemos entre os outros onde só afinal somos felizes
Isso era por exemplo o que me acontecia
quando há anos nas manhãs de roma
entre os pinheiros ainda indecisos
do meu perdido parque de villa borghese
eu via essa mulher e esse homem
que naqueles encontros pontuais
Decerto não seriam tão felizes como neles eu
pois a felicidade para nós possível
é sempre a que sonhamos que há nos outros
Até que certo dia não sei bem
Ou não passei por lá ou eles não foram
nunca mais foram nunca mais passei por lá
Passamos como tudo sem remédio passa
e um dia decerto mesmo duvidamos
dia não tão distante como nós pensamos
se estivemos ali se madrid existiu
Se portanto chegares tu primeiro porventura
alguma vez daqui a alguns anos
junto de califórnia vinte e um
que não te admires se olhares e me não vires
Estarei longe talvez tenha envelhecido
Terei até talvez mesmo morrido
Não te deixes ficar sequer à minha espera
não telefones não marques o número
ele terá mudado a casa será outra
Nada penses ou faças vai-te embora
tu serás nessa altura jovem como agora
tu serás sempre a mesma fresca jovem pura
que alaga de luz todos os olhos
que exibe o sossego dos antigos templos
e que resiste ao tempo como a pedra
que vê passar os dias um por um
que contempla a sucessão de escuridão e luz
e assiste ao assalto pelo sol
daquele poder que pertencia à lua
que transfigura em luxo o próprio lixo
que tão de leve vive que nem dão por ela
as parcas implacáveis para os outros
que embora tudo mude nunca muda
ou se mudar que se não lembre de morrer
ou que enfim morra mas que não me desiluda
Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido...

Ruy Belo

Domingo, 19 de Outubro de 2008

O Amor

Nomeei-te no meio dos meus sonhos
chamei por ti na minha solidão
troquei o céu azul pelos teus olhos
e o meu sólido chão pelo teu amor

Ruy Belo


Quem nunca cometeu alguma loucura por amor?!? Quem nunca chorou por amor?!? Quem nunca se riu sozinho por causa do amor?!? Quem nunca sofreu por amor?!? Quem nunca sentiu a plenitude do amor?!? Os altos e baixos?!? As dores do corpo e da alma?!? As alegrias e as tristezas?!? Quem nunca sentiu, nunca viveu...